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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Um Crime no Expresso do Oriente

O Último Fecha a Porta perguntou-me se eu tinha ido ver o filme Um Crime no Expresso do Oriente e na altura não tinha ido efetivamente ver. Fui ontem com a mãe, apesar das críticas negativas que já tinha lido.

 

Antes de mais dizer-vos que não sou fã de Agatha Christie e por isso não li o livro - por isso a minha opinião baseia-se unicamente no filme, sem qualquer termo de comparação com o livro -, mas foi impossível não ficar curiosa com o filme, tal que era o cartaz publicitário nos cinemas devido ao elenco de luxo. Confesso que quando vi o cartaz pela primeira vez  - imaginem o tamanho da minha ignorância - que achei que era o remake do filme "O Desconhecido do Norte-Expresso" de Alfred Hitchcock que há tanto tempo quero ver mas que por não ser fã de filmes antigos ainda não vi. Logo percebi que não, mas ainda assim fiquei curiosa.

 

 

Um Crime no Expresso do Oriente conta a história do assassinato de Ratchett (Johnny Depp) num luxuoso comboio no ano de 1934. Hercule Poirot perfecionista incurável, viaja a bordo do Expresso do Oriente em direção a mais um caso que necessitava de resolução quando Ratchett é assassinado no seu compartimento. Todos são suspeitos, com à exceção do diretor do comboio, uma vez que viajava noutra carruagem sem ligação à carruagem onde ocorreu o homicídio, e é Hercule Poirot o responsável por descobrir este mistério, o responsável por entrevistar todos os passageiros até descobrir quem é afinal o assassino.

 

A história é banal: há um detetive excelente extremamente perspicaz, há 13 suspeitos todos eles com ligação à vítima e há imensas pistas diferentes que conduzem a diferentes suspeitos em diferentes alturas. No entanto a produção do filme é bastante boa, a imagem é incrível, os cenários transportam-nos para a época de forma excecional e a história é contada com um tom cómico e leve, o que faz do filme divertido.

 

No entanto, a primeira parte do filme é terrível. É parada, sem acrescentar grande valor à história. Puro show-off  com belas paisagens e cenários, mas sem conteúdo. O filme verdadeiramente começa apenas a partir do intervalo - o que por si só desespera um pouco - mas a seguir ao intervalo a trama envolve-nos finalmente fazendo-nos esquecer da parte inicial, que uma vez mais recordo ser terrivelmente parada e sem conteúdo.

 

A história não sendo inovadora toca-nos em partes importantes do coração: leva-nos a questionar sobre noções de justiça, noções de bem e do mal, colocando sobre a mesa a velha questão: Os fins justificam os meios? A história demonstra que todos temos as nossas chagas, as nossas mazelas provocadas pela vida, e demonstra como alguém pode derrubar a nossa vida com uma breve passagem. Pode um assassino passar a vítima por ter sido assassinado? Merecem todas as pessoas vítimas de crime serem vingadas? Até que ponto é legítima a vingança pelas próprias mãos?

 

Não quero ser spoiler, por isso não vos adianto mais, mas no geral gostei do filme, recordando uma vez mais que não tenho termo de comparação.

 

Quem é que já viu? Opiniões?

Desafio de Natal | Natal dos Passáros #12 e #13

 

E prometo aos meus pássaros favoritos que hoje irei finalmente ter tempo para agendar os posts do desafio de Natal para evitar trânsitos! 

 

#12

Qual é o lugar dos teus sonhos para um Natal feliz?

 

Sou da opinião que o nosso lugar, a nossa casa é onde está a nossa família e as pessoas de quem gostamos. No entanto é inevitável sonhar com um Natal em Nova Iorque. 

 

#13

Conta-nos as tradições do teu Natal.

 

Não temos tradições rígidas. Já há uns anos que deixamos a tradição de comer bacalhau cozido. Não apreciamos. Então desde há uns anos que comemos ou bacalhau com broa ou bacalhau à zé do pipo. Desde que nos juntamos que o Natal é passado aqui em casa - território neutro para juntar os dois lados da família - eu faço as rabanadas que ficam sempre com um aspeto terrível e a aletria que acaba sempre no lixo sem ninguém lhe tocar - para além de mim. A minha mãe traz sempre as farófias - que eu adoooooro - e por vezes o pão de ló de ovar que faz divinamente bem. A esta salgalhada junta-se a sogra que não quebrando a tradição come bacalhau cozido connosco. Ou seja, nesta noite são feitos dois pratos para pessoas diferentes. Não pode faltar na mesa vinho, essencialmente vinho branco e vinho do Porto para o final da refeição. Por vezes, não por tradição mas por gosto, saímos enregelados para ir à missa do galo e antes disso abrimos as prendas. 

 

E pronto, e assim se passa o Natal em casa da Mula!

 

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Vê as respostas dos outros pássaros que provavelmente saem a horas mais decentes que as minhas: MagdaJust_SmileAlexandraSilent Man e Caracol.

Curtas do dia #847

Vá se lá entender a minha mãe. 

 

Estive, por altura do verão mais ou menos 1 mês e meio sem ver a minha mãe. Perdi à volta de 4 quilos na altura e diz-me ela quando me viu: "a dieta não está a resultar... Estás mais gorda!". Foi o cargo dos trabalhos demonstar-lhe que era impossível, que estava mais leve de acordo com a balança e mais fina de acordo com a fita métrica.

 

Estive, agora, uma semana e meia sem a ver, perdi como sabem 0 gramas, diz-me ela: "estás mais magra nota-se bem!", desde quando, pergunto-lhe eu: "desde a ultima vez que te vi!"

 

 

Alguém está com a fita métrica ocular estragada... 

Café - necessidade corporal ou social?

Café. Esse belo néctar dos deuses que nos promete atenção redobrada quando necessitamos e uma valente dor de cabeça quando o ignoramos.

 

Mas, porque tomamos afinal café?

 

Acho que ninguém nasce a gostar de café, o mesmo com a cerveja e o tabaco,  não conheço ninguém que tenha tomado o seu primeiro café e adorado. O efeito que o primeiro café pode fazer ao organismo também pode não ser o melhor: agitação, náuseas, inchaço. Lembro-me perfeitamente como se fosse hoje que o primeiro café que bebi provou-me uma espécie de crise de ansiedade, ainda assim como qualquer ser humano, não satisfeita  com o resultado insisti até se entranhar, e ainda hoje não adorando é algo que faz parte da minha vida, do meu dia-a-dia.

 

Mas afinal tomamos café porquê? Café é para mim uma metáfora. Para mim café significa parar e relaxar. Seja porque quero fazer uma pausa no trabalho - e ninguém recusa a ninguém uma pequena pausa para café - seja porque quero fazer horas enquanto espero por alguém, seja porque quero usar a wc de um estabelecimento. 

 

O café é social. Por alguma razão convidamos pessoas para "tomar café", como se o café fosse o principal e a pessoa algo secundário.

 

O café é social porque é uma desculpa. Uma desculpa para ficarmos horas sentados num espaço que não nos pertence, como uma explanada. Uma desculpa para o nosso mau humor matinal, e até tantas vezes uma desculpa para a nossa falta de rendimento - tantas vezes deitamo-nos tarde, mas a culpa é do café que não tomamos. 

 

Por isso pergunto-vos, será que é realmente o nosso corpo que precisa de café, ou somos nós que precisamos de um café porque sem ele esgotamos as desculpas que pudemos utilizar no dia-a-dia? 

Desafio de Natal | Natal dos Pássaros #Actualização

 

Bem sei que a ideia deste desafio é a publicação diária de uma resposta até ao Natal, sobre o próprio Natal mas... Não tem estado fácil, não tem mesmo estado nada fácil. Agora olha vai mesmo tudo de enfiada até à data de hoje! 

 

#7

Qual a música ou músicas que identificas com o Natal?? 

 

Adoro músicas de Natal por isso assim que chega esta época começo logo a trautear várias músicas, mas a All I Want For Christmas da Mariah Carey é aquela que canto a todas as horas. 

 

Se falarmos da minha música favorita de Natal... Aí já falamos da River da Joni Mitchell. 

 

#8

Qual o livro ou livros que identificas com o Natal?

 

Ah esta fácil, pensar em livros e pensar no Natal automaticamente penso em Bob o gato mais maravilhoso do mundo literário! 

 

#9

Qual é a melhor parte do Natal?

 

Ai tudo é bom no Natal: O calor humano, o calor real à volta da lareira, o cheiro a tudo de bom, a família reunida. Ai sim, tudo é bom no Natal. 

 

#10

O que é que odeias no Natal?

 

O trânsito, odeio o trânsito nesta altura do ano. Odeio as superfícies comerciais  todas apinhadas de gente. Odeio a correria, é sempre toda a gente acelerada como se o mundo fosse acabar amanhã... Não gosto disso! 

 

#11

O que é que adoras no Natal?

 

Adoro as cores, as luzes, as palavras bonitas - não lhe chamo hipocrisia, acho que apenas as pessoas ficam mais sensíveis. Adoro as rabanadas e as farófias com o cheiro a canela. 

 

Adoro a cima de tudo ser alguém com condições sociais e económicas para poder celebrar com quem gosto esta quadra, e temo que tanta gente, por tantas razões diferentes, não possam dizer o mesmo. 

 

 

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Curtas do dia #845

Coisas que só podem acontecer a duas pessoas como nós...

 

Eu e a mãe estávamos num centro comercial. Eu e a mãe entramos num elevador. As portas do elevador fecham, eu e a mãe continuamos a conversar... O elevador nunca mais abria as portas. Nunca mais chegávamos ao destino. Eu e a mãe ao fim de uns dois ou três minutos descobrimos que estávamos as duas fechadas num elevador, paradas num piso... Porque simplesmente não carregamos no botão para irmos para onde queríamos ir.

Semana 49 - Desafio 365 Fotos

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Foto 1- Um chá saboroso para começar bem a semana.

 

Foto 2- Na ausência de férias, recorda-se espaços: Uma pequena cascata em Serralves.

 

Foto 3- Já é Outono, já há cores de Outono. Adoro estas cores.

 

Foto 4- Adoro cogumelos, quer de os comer, quer de os fotografar.

 

Foto 5- A vossa Mula a segurar um "ouriço" vazio, adoro.

 

Foto 6- Em Palencia encontre esta catedral, a Catedral de San Antolín, onde se estava a realizar um casamento. Sorte a minha que consegui fotografar este belo carro junto a um imponente monumento.

 

Foto 7- Valladolid à noite em modo Natal. Esta Plaza Mayor é simplesmente um encanto.

 

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Curtas do dia #843

Ai agora!

 

Dizia-me uma amiga minha que um dos meus locais favoritos para almoçar ali perto de onde trabalho estava diferente. Dizia-me toda entusiasmada: "Eles agora já não têm pratos do dia! Agora é buffet e podes servir-te as vezes que quiseres e tens sobremesa e tudo!

 

Ai agora que eu tenho um estômago de passarinho é que posso comer tudo o que quiser... Assim o prejuízo fica do meu lado que pago e não como!

 

Ai vida! E logo ali que as sobremesas são de origem do divino.

 

 

P.S.: Ao menos a Nossa Senhora das Dietas vela por mim, que à hora que eu almoço já não servem!

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.