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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Livro Secreto 2ª Edição: Balanço

Feliz com o resultado da primeira edição do livro secreto avancei para a segunda edição sem olhar para trás. Com o dobro dos participantes, com o dobro dos livros e o mesmo prazo, esta segunda edição tem sido tão rica como a primeira.

 

 

Para esta iniciativa enviei os tão belos Olhos de Ana Marta de Alice Vieira e pelo que tenho lido, a crítica tem sido boa, contrariamente ao livro de Paulo Coelho que enviei na primeira edição.

 

Dos 28 livros que andam a circular, 8 já me passaram pelas mãos. E pela ordem de chegada por aqui passaram: O Velho e o Mar, Os Fidalgos da Casa Mourisca, O Diário Oculto de Nora Rute, As Terças com Morrie, Os BichosEm Teu Ventre, O Código D'Avintes, Ferrugem Americana e agora recebi o Ladrão de Sombras do Marc Levy.

 

Destes 8 livros recebidos e enviados, apenas dois não foram lidos, que como podem adivinhar foram Os Fidalgos da Casa Mourisca de Júlio Dinis e o Ferrugem Americana de Philipp Meyer, os dois pelo mesmo motivo: Falta de tempo. Se o primeiro não o li porque foi quando comecei a trabalhar e tinha a minha vida toda em pantanas, o segundo estava com outra leitura em mãos que não consegui terminar, entretanto o livro chegou o prazo terminou e só depois me lembrei que não o tinha lido. A verdade é que serem livros que não nos entusiasmam à partida também não ajudam a que nos apressemos. O mesmo já não vai acontecer com o Ladrão de Sombras, porque é um livro que quero muito ler já há bastante tempo.

 

Como podem ver dos 21 livros lidos este ano, 7 foram desta iniciativa pelo que podem facilmente depreender que é um desafio que nos faz poupar alguns euros em livros e "obrigar-nos" a ler livros que de outra forma não leríamos e tantas vezes nos surpreendermos.

 

Destes 8 livros recebidos, o meu grande destaque vai para As Terças com Morrie que foi dos livros mais belos que já li destes dois desafios. Uma mensagem forte, uma leitura sobre a morte e sobre a vida que nos põe a pensar no que vale realmente a pena. O que menos gostei talvez tenha sido o Em Teu Ventre de José Luís Peixoto.

 

Dos que ainda não recebi estou muito curiosa - e super ansiosa - com o Um Homem Chamado Ove de Fredrik Bakman e com A Outra Metade de Mim de Affinity Konar que seriam livros que eu compraria, que me chamaram à atenção desde o desvendar da listagem. E confesso... Estou com muito medo do Homens Imprudentemente Poéticos de Valter Hugo Mãe. É daqueles livros que sempre quis ler, mas já me alertaram que não é de leitura fácil e então é daqueles livros que não sei porquê quero muito gostar mas não sei se isso vai acontecer. Teremos que aguardar a sua chegada não é verdade?

 

Os benefícios do desafio continuam a ser os mesmos: Ler muito e livros que à partida pouco nos diriam. Os malefícios também se mantêm: a obrigatoriedade de ler em tão pouco tempo, e a obrigatoriedade de ter de ir aos CTT todos os meses entregar um novo livro. Mas é tão bom receber mensalmente um livro novo na caixa de correio que tudo isso se anula.

 

Boas leituras.

Curtas do dia #821

Pergunta parva da semana:

 

Preferem tratar da roupa ou da loiça?

 

Eu confesso, odeio, odeio, odeio tratar de roupa. Não gosto de a pôr a lavar, odeio ter de a estender, e recuso completamente passar a ferro. A roupa é mesmo o que menos gosto em casa. Felizmente o Mulo assume a maior parte das vezes esta tarefa. Quanto à loiça, não é que adore - porque não há nenhuma tarefa doméstica para além de cozinhar, que adore propriamente - mas não me custa. Prefiro lavar um montão de loiça, do que estender meia dúzia de peças. 

 

E vocês? 

Uma espécie de Review de alguém que não percebe nada disto: Sete Irmãs

Estar em casa doente é ver filmes. É ver muitos filmes. Um dos que vi na semana passada foi Sete Irmãs, maravilhosamente traduzido do inglês What Happened to Monday? [#sóquenão] ou seja, e traduzindo à letra: O que aconteceu a segunda-feira? Um título estranho mas que esconde uma história formidável.

 

 

Sete Irmãs passa-se em 2073, numa altura de crise mundial devido à sobrepolulação existente. É preciso começar a racionar a comida, a água e todos os outros recursos essenciais à existência humana. Assim, é preciso começar a controlar esta população mundial e é então que são tomadas medidas de controlo parental, onde cada casal pode apenas ter um filho. Quem tiver mais do que um filho terá de ceder esse filho à Agência de Alocação da Criança que será responsável por crio-conservar a criança até que seja possível, um dia num mundo diferente, acordar essa criança para que viva. Pelo menos é esta a mensagem que a Agência tenta transmitir. 

 

Um dia, uma mulher dá à luz sete bebes e morre no parto. Assim o avô fica responsável por manter em segurança estas sete crianças para que a Agência nunca as descubra. Dá-lhes assim o nome dos dias da semana para que cada uma só possa sair à rua no seu dia correspondente. A primeira a nascer será a Monday [segunda] que só poderá sair às segundas, a segunda a nascer recebeu o nome de Tuesday [terça] e por aí em diante. Dentro de casa, cada uma tem a sua personalidade. Fora de casa são uma única pessoa: Karen Settman - o nome da mãe das meninas. As sete irmãs conseguem viver sem problemas durante 30 anos mas um dia tudo muda. Segunda desaparece, e as restantes irmãs ficam em perigo. O objetivo: fazer desaparecer as sete irmãs. Enquanto lutam para sobreviver as restantes seis irmãs querem tentar perceber o que se passou realmente e entendem que a situação é mais complicada do que aparentava ser.

 

O que é que terá acontecido a Segunda? Quantas conseguirão sobreviver?

 

Este filme é um exemplo - ainda que exagerado - de que a mentira tem perna curta e que um dia tudo se sabe por mais organizados que sejamos, por mais elaborada que seja a nossa mentira. Os segredos mais tarde ou mais cedo acabam por vir à tona.

 

É um filme carregado de ação, carregado de suspense que causa alguns nervos a quem assiste. Apesar de emocionante é um filme com algumas falhas ao nível da caracterização da própria história. Por exemplo: Se as irmãs apenas convivem umas com as outras e cá fora são a mesma pessoa não me parece que seja possível as sete irmãs serem tão diferentes, e terem personalidades e gostos tão distintos, porque não me parece que tenham condições físicas e psicológicas para se desenvolverem indiferenciadamente. Outra questão. Elas viviam num prédio, sete crianças num prédio devem fazer muito barulho, mas aparentemente nunca ninguém desconfiou. Mas certo, é só um filme e os filmes podem ser o que quiserem ser. Adiante.

 

Apesar dessas falhas. É um filme com uma história brutal. Gostei bastante pela forma como a história foi construida e pela forma como se foi desenrolando, apesar de não ter um final totalmente surpreendente. Confesso que a meio do filme - mais coisa menos coisa - percebi o que realmente ali se passava e isso prejudicou o "WOW!" que o final pedia. 

 

Este é um daqueles filmes de ficção científica, onde as pessoas têm pulseiras com toda a informação, onde as nossas mãos são verdadeiros tablets, e onde o mundo é um grande big brother onde todos somos controlados, apesar de - como se veio a provar - nunca ser possível controlar-se tudo. Questiono-me se será realmente esta a evolução... Confesso que se assim for... É assustador.

 

É também um filme que mostra que não há soluções perfeitas para as crises mundiais. Que não se pode tentar resolver um problema - neste caso o da sobrepopulação - criando um problema ainda maior - o infanticídio em massa - e ao qual já assistimos - ainda que de longe - na República Popular da China.

 

De um modo geral gostei bastante do filme, é um filme que não aborrece, que está carregado de ação, sempre em movimento, e que acima de tudo nos coloca algumas questões pertinente sobre a evolução das sociedades. Por isso aconselho bastante. Se gostarem de um bom filme de ação, esqueçam que é um filme de ficção científica - porque é muito mais do que isso - e vejam-no, acredito que não se vão arrepender.

 

A Mula gostou e aprovou.

Sapos do Ano 2017

Sapos do Ano.png

 

Ah pois é! Não ganhamos - nós todos, malta vizinha aqui do nosso amigo anfíbio - os blogs do ano mas ainda vamos a tempo, quiçá, de ganharmos os Sapos do Ano 2017!

 

Não sabem o que é?

 

Então muito resumidamente: Magda à revelia do Sapo - ainda vais receber uma multa em casa por infâmia, mas é! - decidiu lançar uma ideia para um concurso que visa premiar - virtualmente, não há cá tostões nem plaquinhas de vidro envolvidas ok? - os blogs reais de gente real que diariamente - tu, eu, nós, vós e ela pois claro - visitamos e que ocupam uma parte da nossa vida com a vida deles.

 

 

As categorias são: Opinião, Humor, Livros, Moda, Poupar, Música, Fotografia, Comida, Família e Generalista e vocês podem escolher os vossos blogs favoritos para cada uma destas categorias. Depois os cinco blogs mais nomeado para cada categoria vão a votação de todos os que quiserem participar e o mais votado em cada categoria ganha. E para nomear basta responder a esta publicação ou enviar um email para a Magda - magda.pais@gmail.com - com as nomeações. Simples?

 

Nada simples e não perceberam nada do que eu disse? Está tudo aqui explicado e bem explicado.

 

E tu, já nomeaste o teu blog favorito para os Sapos do Ano 2017?

Blogs do Ano

Desafio-vos a encontrarem as diferenças... Se conseguirem.

 

Nível de dificuldade: Máximo. 

 

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O ano passado não me pronunciei propriamente sobre este pseudoconcurso, dei o benefício da dúvida apesar das fracas surpresas. Este ano fiquei realmente surpreendida... Confesso que na minha inocência, achava que o mesmo blog não poderia ganhar segunda vez (e até o grande vencedor do ano passado concorda comigo), estava por isso curiosa com esta segunda edição. Sei lá, para mim isto que aconteceu, equivale aos Ídolos irem sempre os mesmos concorrentes e ganharem sempre os mesmos, ou serem sempre os mesmos músicos a concorrer ao Festival da Canção...  Para mim não faz sentido. Mas aqui, obviamente,  não importa o que a Mula acha, nem o que faz sentido à Mula, se não o que faz realmente sentido a quem criou o dito. E pelos vistos fará sentido a alguém. 

 

Muitos irão acusar-me de inveja, outros irão certamente concordar comigo, mas o que eu pretendo aqui não é reunir consensos, nem criar conflitos, pretendo apenas uma breve reflexão.

 

Não quero debater propriamente os blogs vencedores, nem exaltar-me ou criar celeuma pelo facto de os blogs vencedores serem os mesmos dois anos consecutivos, vá, não são em todas categorias, mas 6 em 10 categorias mantiverem o blog vencedor... E outras duas categorias foram filhas únicas. Ou seja. Das 8 categorias comuns aos dois anos, seis vencedores iguais. (Deixei os vlogs de fora já que são categorias apenas deste ano). Seis em oito parece-me gritante, escandaloso e absurdo. Isto, sem falar que a grande vencedora, venceu fora da categoria. Vocês sabem como eu adoro a Bumba na Fofinha, já tinha falado disso aqui mas há muito que o seu blog no WordPress deixou de existir. Por isso a Bumba é youtuber, facebooker, vloger, o que quiserem chamar.... Mas bloger não é efetivamente. Parece-me tudo demasiado ao lado. 

 

Não, a Mula não andava já a esfregar as mãos, porque obviamente nunca teve qualquer hipótese. A Mula pode ser revoltada mas tem perfeita consciência da sua insignificância, sabe perfeitamente que é uma pequena gotinha (pequena e "inha" que é para verem mesmo como é minúscula) e por isso nunca se viu se quer a ser nomeada quanto mais vencedora.  Além do mais não há tão pouco, categoria onde a Mula se insira. Mas a gotinha da Mula lê blogs. E acreditem: há tanto mais que isto... 

 

Mas adiante, que como já disse aqui o meu propósito não é propriamente discutir vencedores e vencidos.

 

A minha questão é só e apenas uma: Se não há concorrência - e está visto que apesar dos milhares de blogs existentes, não há concorrência - faz sentido manter um concurso nestes moldes?

 

Manter este concurso de Blogs do ano não será o mesmo que realizar eleições na Coreia do Norte?

 

E em jeito de protesto, hoje, e pela primeira vez em dois anos e meio, não há curta do dia.

 

 

P.S. Um minuto de silêncio por cada blog mesmo bom que nunca teve hipóteses neste concurso.

Lutar contra o excesso de peso #12

 

 

Desde Junho que 10kg já se foram, o que dá uma média de 2kg por mês. É pouco tendo em conta o objetivo inicial, que seria de 1kg por semana, ou seja 4kg por mês, mas é um ritmo aceitável e por isso prefiro manter-me assim. A verdade é que para perder meio quilo por semana os sacrifícios não são muitos e consigo comer um pouco de tudo. Sim até bolos e chocolate, mas sem abusar. Claro que se pensar que por esta altura já poderia ter perdido o dobro e que já só me faltariam perder uns 2 ou 3 kg, me dá uma pontada no coração, mas a verdade é que devagarinho vamos ao longe e prefiro ir devagar e conseguir, do que ir demasiado depressa e desistir logo nos primeiros meses. Cá me vou aguentando. Olhando em frente, dos 23kg que queria perder, já só faltam 13kg!

 

Recomeçar a dieta depois das férias é quase tão difícil como iniciar uma nova dieta. É dizer ao cérebro que agora é altura de nos concentrarmos novamente, que agora acabaram-se os enchidos e o pão, as sobremesas e os pequenos-almoços elaborados. Pelo menos até ficarmos doentes... Semana passada passei-a na cama. Na cama e a comer porcarias, e por porcarias entenda-se pão - muito pão - e massa - bastante massa. Já me pesei. Não aumentei de peso felizmente, mas também não perdi. Isso confesso, deita-me um bocado abaixo, mas gosto de ver que mesmo quando como mais normal sem grandes restrições que o ponteiro da balança não se mexe. Significa que vai ser mais fácil de manter o peso do que eu temia. Claro que terei de ter para sempre cuidado, mas significa que assim que normalizar o meu peso não vou ter de fazer tantas restrições como achava, e isso é bom.

 

Desde que fui de férias que parei totalmente com o exercício físico, e isso faz com que os resultados apareçam novamente um pouco trocados e na última consulta voltei a perder massa muscular e a aumentar um pouco a massa gorda, quando o desejado é ao contrário. Ainda assim perdi volume de cintura e anca que é o que realmente importa, acho eu. A verdade é que estou constipada deste que regressei de férias e os dias estão mais frios e não estou tão predisposta, nem para as caminhadas que fazia na hora do almoço, nem para os quilómetros de bicicleta que fazia antes do jantar. Assim é mais complicado. Mas cá me vou aguentando.

 

Incrivelmente uma das minhas maiores dificuldades é lanchar. Por excesso e por defeito. É lanchar. No trabalho esqueço-me de lanchar e só quando chego ao jantar faminta é que me lembro que o iogurte da tarde ficou por comer. Em casa é difícil ficar-me só pelo iogurte e tantas vezes acabo a comer pão. Acabo por tentar compensar no jantar, mas nem sempre consigo.

 

Olhando para todo o percurso, verifico que os maiores benefícios desta dieta até agora foram:

  • Como muito menos. Mas muito menos. Agora sinto que como como uma pessoa normal, como uma só pessoa. Vendo bem, é incrível a diminuição da capacidade do meu estômago.

  • Os ataques exagerados de gula diminuíram. Diminuíram quase para zero. Consigo ter um bolo em casa e mal lhe tocar. Consigo comer uma colher pequena de sobremesa. Consigo olhar para um chocolate e não o devorar. Consigo acima de tudo ter gordices em casa e não ter vontade de lhes tocar. Consigo passar por uma cadeia de fast food e não ter vontade de comer. É realmente das maiores vitórias. Claro que há dias em que a coisa se altera um pouco, essencialmente perto da altura da menstruação, mas nada que não se controle.

  • A fome constante desapareceu. E quando me dá uma fome mais descontrolada é porque algo de errado se passou: o pequeno-almoço não foi o suposto, ou esqueci-me do lanche, ou falhei algum snack. A verdade é que não passo fome, não é suposto ter fome e quando isso acontece é preciso perceber o porquê de estar a acontecer.

 

Mas claro que fazer dieta continua a ser difícil se não, eu não continuaria a empregar este termo. E as principais dificuldades são:

  • As saídas com os amigos, os jantares aqui em casa ou na casa deles... É quase impossível não descarrilar a dieta nestas alturas. Seja por comer mais e pior nessas alturas, seja por beber refrigerantes - que agora é raro - seja por comer sobremesa -. que é inevitável.

  • Fazer boas opções quando não levo almoço na marmita. Se é fácil fazer dieta quando sou eu que preparo a marmita é mais complicado quando assim não o é. Não porque vá comer hambúrgueres ou pizzas porque isso não acontece. Mas é mais difícil fazer opções saudáveis e equilibradas. Pedir uma sopa implica comer uma sopa carregada de batata, e muitas das vezes a alternativa é uma sande de qualquer coisa e isso implica comer uma dose relativamente grande de pão.

  • Beber água neste altura. Se beber 2L água no verão já não é fácil, beber 1,5L no inverno é quase impossível. Estranhamente, e ainda assim, bebo melhor água do que chá. Chá bebo 0,5L e parece que já bebi 3L, mas é algo que temos mesmo de forçar porque é mesmo importante.

 

Não, não vos quero enganar. Fazer dieta, ou reeducarmo-nos ao nível alimentar não é fácil e tenho cá para mim que nunca irá ser realmente. Nunca me apanharão na curva a dizer que correr 40km é o melhor do mundo, e que arroz de couve flor é melhor que o arroz normal. Mas sabem o que é realmente muito, muito bom? É podermos começar a vestirmos a roupa que gostamos e isso sim é realmente fantástico e vale o sacrifício.

 

Daqui a uma semana tenho nova consulta... Vamos ver como correu realmente este mês.

Podia ser para os apanhados...

Mas não. Foi apenas a Mula a tentar resolver uma situação com um dos piores bancos por onde já passou.

 

Operador 1: Boa tarde o meu nome é X em que posso ajudar?

Mula: Boa tarde, queria esclarecer um débito de uma manutenção se faz favor.

Operador 1: Pode fornecer-me o seu número de contribuinte?

Mula fornece o número de contribuinte.

Operador 1: Pode esclarecer-me a sua data de nascimento?

Mula fornece a data de nascimento.

Operador 1: Pois realmente não estou a perceber o motivo desse débito, mas olhe, tem que se autenticar digitalmente para poder dar-lhe mais informações, está bem? Vou transferir para poder autenticar-se.

 

Mula é transferida para a linha de autenticação, sem perceber o "mais informações" já que recebeu zero informações.

 

Operador 2: Boa tarde o meu nome é Y em que posso ajudar?

Mula: Boa tarde, queria esclarecer um débito de uma manutenção se faz favor.

Operador 2: Ah isso deve ser um débito de um cartão!

Mula: Não, o débito do cartão foi no dia anterior.

Operador 2: Ah então só vendo. Tem que se autenticar digitalmente vou transferir.

Mula: Mas eu já fiz isso.

Operador 2: Ah então deve ter dado erro. Vou transferir novamente sim?

 

Mula é transferida para a linha de autenticação pela segunda vez. Deu erro, a Mula percebeu, e é transferida para o  assistente novamente.

 

Operador 3: Boa tarde o meu nome é Z em que posso ajudar?

Mula: Boa tarde, transfira-me para a linha de autenticação digital se faz favor que eu enganei-me a marcar o código e já fui transferida duas vezes.

Operador 3: Ah! Mas tem que me dizer primeiro o que necessita.

Mula: Queria esclarecer um débito de uma manutenção se faz favor.

Operador 3: Muito bem. Vou então transferir!

 

Mula é transferida pela terceira vez para a linha de autenticação digital. Finalmente a autenticação é realizada com sucesso.

 

Operador 2: Boa tarde o meu nome é Y em que posso ajudar?

Mula: Boa tarde, já falei consigo hoje, queria esclarecer um débito de uma manutenção se faz favor.

Operador 2: Foi comigo sim. Muito boa tarde, senhora D. Mula. Já conseguiu autenticar-se com sucesso! Mas essa informação tem que ser dada pelo balcão da agência uma vez que nós não conseguimos ter acesso a essas questões tão específicas. Vou transferir está bem?

 

 

 

Estavam à espera que eu desistisse de me autenticar? Estavam à espera que nunca conseguisse fazê-lo? Estavam à espera do quê realmente?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.