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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

Rotinas, tempo livre e contra relógio

O tempo pergunta ao tempo, quanto tempo o tempo tem. O tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem.

 

 

Tempo. Todos nós corremos atrás dele e tentamos combatê-lo da melhor maneira possível. 

 

 

 

(imagem retirada daqui)

 

 

Perguntam-me muitas vezes como é que me organizo. Saio do trabalho às 20h. Chego a casa por volta das 21h e ainda assim tenho a minha casa arrumada, faço refeições para o dia seguinte, vou ao ginásio 3 a 4 vezes por semana, vejo séries, alimento um blog e ainda... leio.

 

Quando me perguntam como é que eu arranjo tempo para fazer isto tudo dou por mim a pensar: Não faço ideia!

 

A verdade é que correr atrás do tempo é desgastante mas também pode ser revitalizador. Ora deixem-me tentar explicar. Mais de metade do meu dia é passado a trabalhar e uma grande parte a dormir - sim que eu sou Mula mas tento ter um sono revitalizador de princesa, que oscila entre as 7 e as 9 horas diárias - por isso nas poucas horas que me restam tenho de correr atrás do prejuízo.

 

Tenho a felicidade de ter uma hora e meia de almoço - na maioria dos dias! - e como 30 minutos são suficientes para eu almoçar, aproveito a restante hora para viver o meu momento zen do dia, que é como quem diz, para ler. Ainda ontem, tive um dia bastante complicado e só tirei 1h de almoço. Sabem o que fiz? Almocei na pausa e usei aquela hora de almoço para me dedicar inteiramente às leituras. Este momento zen entre mim e um livro a meio do dia revitaliza-me a mente e ajuda-me a aguentar as restantes horas que faltam sem pirar da cabeça. Depois, olhem, é trabalhar até que a alma  me doa. E dói... Oh se dói! 

 

Basicamente saio, dia após dia, do trabalho desgastada psicologicamente, há dias que até parece que levei com uma marreta na cabeça e até os olhos custam a focar por passar o dia inteiro sentada ao computador. Nos dias em que saio pior é nos dias em que mais faço por ir para o ginásio. Incrivelmente os dias em que saio do trabalho diretamente para o sofá de casa, são os dias mais curtos e no dia seguinte acordo com a sensação de que acabei de sair do trabalho e já ali estou novamente. Essa sensação é do mais deprimente que há. Por sua vez, quando saio do trabalho para o ginásio parece que o dia esticou, parece que entre o trabalho do dia anterior e o trabalho do dia seguinte fiz muita coisa, e incrivelmente quando saio do ginásio parece que esqueci o dia altamente stressante que vivi. Por isso é que é importante ir ao ginásio nos piores dias de trabalho. Parece contraditório mas é revitalizante.

 

Basicamente, chegue à hora que chegar, seja às 21h - quando não vou ao ginásio - seja às 23h - quando vou para o ginásio - é hora de comer e preparar a refeição do dia seguinte, e aí faço por fazer coisas rápidas e simples para poder utilizar o resto do tempo que me sobra para: namorar, ver uma série ou vir ao blog. Não necessariamente por esta ordem, nem em sobreposição.

 

Quanto à casa confesso: Prefiro tirar umas horas à noite na véspera da minha folga para limpar e arrumar, do que gastar o pouco tempo que tenho para descansar, na casa. Manutenção é a palava chave. Assim sobra também um pouco de tempo para dormir uma sesta no sofá, ou fazer uma maratona qualquer de uma série qualquer.

 

E é assim: Passo praticamente 11 horas fora de casa e 8 ou 9 horas a dormir, resta-me ser inteligente para usar as restantes 4 horas que me sobram da melhor maneira possível de modo a ser feliz.

 

E vocês, como é que utilizam o vosso tempo livre?

Curtas do dia #1093

Padeço de desgaste de cumputadicite aguda:

Por vezes passo horas ao computador com uma folha em branco para escrever algo para o blog. Zero ideias. Zero inspiração. Desisto. Fecho a página. Fecho o computador e vou dormir. Chego à cama e surgem um turbilhão de ideias, e acabo a escrever onde? No telemóvel pois claro. E onde é que eu odeio escrever, adivinhem lá? No telemóvel pois claro...

Sorte ou azar e mérito

Imagem retirada daqui

 

Sou uma pessoa que atribui o sucesso ao mérito. Quando é comigo. Quando faço algo realmente bem, quando sou bem sucedida acredito que é porque sou competente, porque sou capaz, porque sou boa naquilo que faço. Por sua vez, quando algo não corre bem, dou por mim a acreditar na sorte e no azar. No acaso. Não perante os outros. Perante os outros admito sempre a culpa. Mea culpa pelo fracasso ou pelo erro, pela falta de concretização. Não tenho dificuldade em assumir consequências. Não me escondo ou acobardo. Dou o corpo às balas.

 

No entanto, perante mim tenho dificuldade em assumir culpas ou erros. Tenho dificuldade em admitir que as coisas podem não correr bem porque não sou competente, porque não sou capaz, porque não tenho capacidade. Perante mim tenho tendência a desmoralizar e quase a aceitar que há situações incontroláveis como se dependesse de uma força superior. Que me é alheio. Por isso, quando vejo aqueles que alcançam o que eu desejo, vejo-os como pessoas com mais sorte que eu - e não mais competentes. Tantas vezes as coisas me parecem aleatórias. Sem lógica. Sem nexo. Sem esforço.

 

Na realidade vejo muita gente a ter sorte. Vejo muita gente a conseguir alcançar objetivos sem esforço e sem mérito. Na realidade vejo muita gente com azar. Vejo muita gente a perder o que têm apesar de serem competentes, vejo muita gente a tentar conseguir mais e melhor com grande competência e sem o conseguirem.

 

Há, na realidade, demasiada aleatoriedade. Demasiadas situações sem nexo. Por isso sim, esta coisa de sorte ou de azar existe, e não é só no jogo.

 

Mas esta perspetiva, confesso, apavora-me. Perante um novo desafio, por muito capaz que eu me sinta, sinto sempre que se a sorte não estiver do meu lado tudo pode correr mal e por isso coloco demasiada pressão, porque as minhas capacidades têm de ser superiores para compensar esta força superior que pode não estar a meu favor. Não acredito que ser suficientemente capaz seja suficiente para conseguir e por isso vivo constantemente com medo.

 

É desgastante.

Curtas do dia #1092

Definição de amanhã:

Futuro inatingível. Dia longínquo, utópico. Dia inalcançável.

 

Exemplo: Amanhã irei para a cama cedo para recuperar das noites mal dormidas. Ando a dizer esta frase há pelo menos um mês. 

 

Outro exemplo: Amanhã vou começar a correr na rua para treinar para o triatlo. Ando a dizer esta frase há pelo menos três meses.

 

E poderia ficar aqui o dia todo a exemplificar.

 

Em suma, o amanhã não existe.

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#33 Filme Latino Americano

Sabem que eu sou uma romântica e adoro filmes lamechas que falam sobre almas gémeas e amores impossíveis. Por isso o filme desta semana foi fácil de escolher: El Hilo Rojo, com um ator que eu adoro: Benjamín Vicuña. Se gostarem de filmes sobre histórias de amores impossíveis e desencontros, vejam este filme. É lindo.

 

E porque imagino que poucas pessoas o conheçam, um breve resumo do filme.

 

Este filme conta uma história de amor à luz da lenda oriental do fio vermelho, que diz que os deuses amarram um fio vermelho invisível em torno de pessoas que estejam destinadas a encontrar-se sem importar o tempo, o lugar e as circunstâncias. Assim, Abril - hospedeira de bordo - e Manuel - passageiro - encontram-se num aeroporto e de imediato se apaixonam. Combinam encontrar-se quando chegarem ao destino mas um problema no aeroporto faz com que se desencontrem. Como não trocam contactos perdem-se e só se voltam a encontrar sete anos depois, já casados e com filhos. Quem será mais forte? O fio vermelho ou o compromisso que têm com os cônjuges? Têm de ver, para saber!

 

 

 

Alguém aqui já viu? Creio que esteja no Netflix.

Curtas do dia #1090

Adoro:

Publica uma foto de costas, de biquíni fio dental, com as nalgas bem redondinhas em primeiro plano e escreve "os meus caracóis".

 

Claro que é uma foto aos caracóis dela, claro que sim!

 

 

P.s.: eu não tenho nada - mas absolutamente nada - contra fotos de rabos. Mas assuma-se que é uma foto ao rabo, porque a menos que os pelinhos da bunda sejam encaracolados ali é tudo menos uma foto aos seus caracóis! Balha-me Nossa Senhora dos Instagramers! 

Operação Rapunzel #1

Consegui finalmente estancar a queda de cabelo!

 

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Comecei com a aplicação destes dois produtinhos, alternadamente, após o banho - e durante uma semana aplicava também na manhã do dia seguinte com o cabelo seco - e ao fim de uma semana acabaram-se as molhadas de cabelos no banho. Achei incrível a rapidez com que funcionou. Já tinha usado vários champôs contra a queda do cabelo mas nada estava a resultar.

 

Destes dois produtos - com a mesma função, devia de estar bêbada quando os comprei - o meu favorito é o Shock Anti-queda ADN Molecular dos Laboratórios Valquér.

 

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Pelo que consegui perceber do produto, tem uma série de vitaminas que quando conjugadas estimulam o metabolismo da raiz capilar - credo o meu metabolismo até no cabelo é lento! -, reduzindo a queda ao mesmo tempo que fortalece progressivamente o cabelo. Este da Valquér é mais fácil de aplicar, não escorre e tem um cheiro agradável. Quanto à utilização, a marca recomenda o uso diário durante duas semanas, e depois apenas duas vezes por semana como manutenção. Assim, utilizo atualmente apenas duas vezes por semana - até porque é bastante mais caro que o outro -  e dia sim dia não utilizo o da PostQuam.

 

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Este da gama Therapy da PostQuam tem uma consistência mais líquida e escorre e tem um cheiro bastante intenso, mas tem a grande vantagem que é muito fresco e ficamos bem geladinhos o que dá jeito nestas noites mais quentes.

 

Acho que como tratamento de choque o primeiro é melhor, mas este serve perfeitamente como manutenção e tem resultado muito bem.

 

Inicialmente foram apenas estes dois produtos que conjuguei, e já não há molhadas de cabelos no banho, nem no chão da casa de banho e basicamente apenas ficam alguns na escova quando me penteio, mas é normal caírem sempre alguns fios. Noto também melhorias ao nível do crescimento. 

 

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Entretanto, e para ver se o cabelo cresce visivelmente, chegou o champô reforçador anti-quebra da The Cosmetic Republic que apesar de custar 19,90€ na loja online da marca, eu comprei por 6,90€ na minha loja online favorita e para que não tenha de o cortar com tanta frequência chegou também o Sérum duplo da L'Oreal Sealing Repair Lipidium. É a primeira vez que uso um sérum duplo e é impossível não me render às evidências. Na embalagem tem dois compartimentos distintos que apenas na hora da utilização se misturam: um óleo e um creme. Quem tem pontas secas conhece o drama de ter as pontas a parecer palha, quem pinta constantemente o cabelo como eu, sabe o que é ter constantemente o cabelo morto nas pontas. E eu que estava já a programar a ida ao cabeleireiro para cortar os poucos centímetros que cresceu nestes últimos dois meses, parece que vou poder deixar crescer mais um pouquinho, porque parece que aos poucos as pontas se salvarão.

 

O meu cabelo está finalmente a crescer. Já tinha saudades de ver ao fim de duas semanas uma raiz jeitosa. Longe vão os tempos em que o pintava de 3 em 3 semanas porque ao fim de 3 semanas já tinha uma raiz enorme. Agora a solução passa por pintar o cabelo da minha cor para tentar deixar de pintar - ou passar só a pintar as raízes porque já tenho bastantes cabelos brancos - e reduzir drasticamente as agressões capilares.

 

Como estou a aplicar bastantes produtos diferentes, comprei também um champô purificante para fazer uma espécie de detox uma vez por semana.

 

Há quem gaste rios de dinheiro em roupa, em sapatos, em maquilhagem... A Mula... A Mula gasta em produtos para o cabelo. Há malucos para tudo. 

 

Será que é desta que a Mula vai conseguir ter cabelo comprido?

Dizem que o desemprego é grande...

... Mas a empresa onde trabalho tem imensas dificuldades em recrutar. E não, não é porque é demasiado exigente, é mesmo porque não há candidatos e os que se candidatam... descandidatam-se!

 

Por isso é que, sinceramente, muitas das vezes não acredito no desemprego de longa duração de pessoas jovens nas cidades. Acredito mais rapidamente no desinteresse de longa duração pela procura de trabalho fora das áreas em que as pessoas estudaram, isso sim.

 

O meu departamento está a precisar de reforço desde há uns meses para cá. Colocaram um anúncio e pediam alguém que falasse línguas. Quase não houveram candidaturas. Das que houveram, lá selecionaram duas pessoas. Nenhuma apareceu para formação. Uma pessoa disse logo mal foi escolhida que já não estava interessada, e a segunda pessoa esperou que o primeiro dia da formação chegasse para dizer que afinal já não ia. 

 

Colocou-se um segundo anúncio, esquecendo a questão das línguas porque pelos vistos era isso que estava a provocar ausência de respostas. Aqui já houveram mais alguns candidatos. Deu-se formação a duas pessoas e um mês depois uma dessas pessoas já desapareceu. Num dia estava a trabalhar e no outro dia... Puff! Desapareceu. Não mandou uma mensagem a avisar que não ia mais, não atendeu chamadas, não respondeu a ninguém. Nada de nada. Não fossem as redes sociais e achávamos que a moça tinha morrido. Não, a moça é apenas irresponsável.

 

E é assim que no espaço de mês e meio a empresa onde trabalho lança o terceiro processo de recrutamento.

 

Ai Mula a empresa onde trabalhas deve ser mesmo horrível!

 

Não é! Não é, de longe, a empresa com os melhores salários, mas as regalias são boas, o ambiente é bom, o trabalho, apesar de stressante, não é complicado. As instalações são boas, tem boas comodidades, boas acessibilidades. E caramba, até tem bons colegas sempre prontos a ajudar, ou não fosse a Mula uma dessas colegas.

 

E é assim... Pode não estar fácil para os funcionários, mas pelos vistos também não está fácil para os patrões...

 

Nas empresas onde vocês trabalham também acontece o mesmo?

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.