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Desabafos da Mula

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos.

Desabafos da Mula

2 anos!

E já se passaram dois anos desde que corri para o altar - há quem diga que eu estava com medo que o noivo fugisse - e disse o sim perante uma conservadora estranha - nem vos conto, a mulher era mesmo estranha. Os casamentos pelo civil são tão românticos - #sóquenão!

 

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Digo sem qualquer tipo de dúvida ou reserva: Foi mesmo o dia mais feliz da minha vida! Nem tudo foi perfeito, mas foi tudo perfeito na altura que é o que importa. Foi o meu momento conto de fadas... Senti-me uma verdadeira princesa!

 

Hoje, dois anos depois, encontro alguns defeitos. Olhando para as fotografias há algumas coisas que gostaria que tivessem sido diferentes. Gostaria de ter aproveitado mais - sinto que aproveitei tão pouco... - de ter saboreado todos os momentos de modo mais lento. Gostava de ter caminhado para o altar devagar e de estar mais calma.

 

Olhando para as fotografias não há dúvidas: Gostaria de ter estado mais magra, teria sido uma noiva mais bonita se não estivesse 15kg acima do peso suposto - perdi 7 kg na altura, mas não foram suficientes! - e teria sido uma noiva mais bonita com uma maquilhagem mais suave, talvez até sem batom - que agora considero não ter sido a melhor escolha -e quiçá com um vestido mais tapado. Olhando para as fotografias encontro alguns defeitos no geral, mas vendo as fotografias, também não há dúvidas: Eu fui uma das noivas mais felizes que já vi. Quem viu o álbum não encontra uma única em que eu não me esteja a rir, mas a rir com vontade, com sinceridade, com uma felicidade impossível de conter.

 

Por isso concluo: Não foi perfeito, mas foi perfeito para mim!

 

Se ganhar o euromilhões volto a casar - ainda posso casar pela igreja! - só para ter o prazer de reviver tudo uma vez mais e aproveitar o triplo ou o quádruplo.

 

Mas na realidade sabem por que é que se me saísse o euromihões eu voltava a casar? É que com ele, se eu pudesse, casava-me todos os dias!

 

Por isso, e só para finalizar, um conselho a quem esteja prestes a casar: ignorem os percalços e vivam o vosso dia porque no final só o que foi fantástico vos ficará na memória! Sejam felizes!

Curtas do dia #1033

E hoje que celebro 2 anos de casamento - 15 anos de namoro ontem, 2 anos de casamento hoje, isto é tipo festa cigana, dura imensos dias para termos a desculpa de comer e beber como se o mundo fosse terminar na semana que vem -, uma curiosidade sobre o pós-casamento da Mula que acho que nunca vos contei, mas que diz muito sobre mim:

Saí do hotel da noite de núpcias sem carro porque tínhamos sido levados pelos padrinhos. Saí do hotel de vestido de noiva debaixo do braço - não cabia na mala... - fui para uma explanada de vestido debaixo do braço para tomar café com uns amigos, e em plena rotunda da Boavista, de vestido debaixo do braço apanhei um táxi que finalmente me levou a casa para deixar a salvo o vestido.

 

Nota-se que sou muito zelosa e preocupada, não se nota? #sóquenão!

 

 

P.s.: Em minha defesa o vestido chegou em perfeitas condições a casa... um pouco amarrotado mas isso também já não era importante.

Eternamente novos

Há o eternamente jovem, que é aquele que por mais anos que passem parece não envelhecer. Depois há os eternamente novos, aqueles que não evoluem, que parecem sempre principiantes, caloiros. Os Rookies for ever. São os Ad Eternums laborais e tantas vezes laborais e não laborais.

 

Tenho uma churrasqueira perto de casa onde gosto por vezes de ir naqueles dias de grande preguiça e cuja vontade passa por muita coisa menos por cozinhar.

 

A primeira vez que fui àquela churrasqueira fui atendida por um moço que embora muito simpático parecia extremamente atrapalhado. Não se ajeitava com as pinças nem com a tesoura. Tendo em conta o que o serviço exigia era demasiado lento, não chamava as senhas pela ordem, trocava os pedidos, perguntava as mesma coisa várias vezes e nem ouvia os pedidos do cliente, tal era a atrapalhação. 

 

Coitado, devia de ser um dos primeiros dias de trabalho dele. Acho eu, que não faço a mínima ideia se era se não, mas a verdade é que a churrasqueira tinha aberto há muito pouco tempo, por isso fazia sentido.

 

Hoje, 3 anos e tal mais tarde é incrível como nada mudou. Sempre que lá vamos parece o primeiro dia do moço. Sorte a dele que é muito simpático e as pessoas acabam por encolher os ombros e deixar passar!

Foto da Semana #24

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E a fotografia desta semana é a minha asneira da semana.

 

Acho que o sucesso da minha mudança alimentar - acho que já posso falar de sucesso após 16kg perdidos, certo? - deve-se ao facto de nunca me ter proibido de comer nada. Claro que faço sacrifícios, e muitos, e isto deixou de ser assim diariamente, mas confesso que passei a apreciar muito mais estes momentos de gula. Agora uma fatia de bolo não é uma qualquer fatia de bolo, que amanhã pode ser melhor. Não. Agora, é a fatia de bolo que me vai fazer deliciar e fazer passar um momento, não único, mas quase único. Parece que agora tudo tem mais sabor! Por isso sim, se me apetece mesmo muito uma coisa eu não reprimo esse sentimento. Só não deixo é que apeteça todos os dias e passo a ir ao ginásio com o objetivo de queimar aquilo que comi fora do plano!

 

Já só faltam 6kg para o peso pretendido, mas na realidade o que falta não é bem uma questão de peso. Falta afinar braços, barriga e um pouquinho mais as coxas que o meu objetivo nunca foi, nem nunca será, ser magra. O meu objetivo é continuar curvilínea. Curvilínea e saudável!

 

Boa semana, malta!

Curtas do dia #1031

Devia de ser sempre assim: Sol e férias; sol e férias; sol e férias.

 

Acreditem, não me aborrecia nem um pouco. Há tanto para fazer nesta vida, que a vida não deixa fazer por estarmos sempre ocupados.

 

Ora aprocheguem-se aqui à Mula: O que é que vocês deixam por fazer na correria da vida?

 

Eu cá, não estou o tempo que gostaria com as pessoas que eu tanto gosto!

 

Desafio de Cinema | 52 filmes em 52 semanas

#24 Melhor Documentário

E pela primeira vez vacilo a sério. Não me consegui decidir, por isso escolho os dois melhores documentários que vi, ou pelo menos aqueles dois documentários que mais mexeram comigo.

 

Um é bem português, que é o Pare, Escute e Olhe do Jorge Pelicano. Foi o único documentário que vi no cinema e retrata o isolamento que o encerramento de grande parte da linha do Tua, para construção da barragem, causou.

 

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E outro foi o Kedi - Gatos -, que acabei por ver em casa porque não sei o que aconteceu nunca o consegui encontrar no cinema apesar de estar anunciado. Kedi conta a história de alguns gatos vadios na Turquia e a forma como se relacionam com os demais. Acho que não é preciso dizer que adorei, certo? Tem gatos, basta para eu adorar!

 

 

E vocês, costumam ver documentários? Há algum em particular que vos tenha marcado?

Livro Secreto II #14 Contigo Para Sempre de Takuji Ichikawa

livro deste mês veio em dose dupla devido a uma desistência. E foi assim que li o Contigo para Sempre do japonês Takuji Ichikawa antes que fugisse da iniciativa. É só mais um livro que desconhecia e que cujo autor nunca ouvi falar e se por um lado estava com muita curiosidade - a sinopse agradava-me - confesso que por outro lado estava com algum receio porque estava um bocado escaldada com autores japoneses. Mas sabem que mais? Este pequeno livro é dos livros mais bonitos que li nos últimos tempos!

 

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Mio, Takumi e Yuji eram uma família feliz até que o pilar da família - Mio - morre aos 29 anos devido a doença prolongada. Percebemos logo nas primeiras páginas que Takumi é especial, com muitos problemas de saúde e quando se vê sozinho com o filho pequeno, sente-se totalmente perdido. Nunca mais a casa pareceu arrumada, usavam roupa suja, e comiam sempre a mesma coisa. No trabalho Takumi era beneficiado devido aos seus problemas e apesar de não ser um bom funcionário os colegas ajudavam-no sempre que podiam. Tinham pena dele. Takumi era muito abençoado e sabia disso.

 

Tudo muda quando de repente Mio reaparece. 

 

Num passeio pelo bosque, Takumi e Yuji encontram Mio perdida, encharcada e sem qualquer memória da sua vida. Takumi tem a certeza: está perante o fantasma da sua mulher, que cumpriu a sua promessa quando no leito de morte lhe disse que regressaria na época das chuvas para ver como é que eles estavam. Assim Takumi engendrou um plano: não lhe contaria que era um fantasma, dir-lhe-ia que tinha caído, batido com a cabeça e por isso não se lembrava de nada para que a sua mulher não voltasse a ir embora e para que esta voltasse a amá-lo contar-lhe-ia a história deles os dois. O livro é por isso a história que Takumi contou a Mio para que pudessem voltar a apaixonar-se.

 

Contigo para sempre é uma história de amor pouco convencional, que retrata a importância dos pilares, da independência e do amor, pois claro, na vida das pessoas. É um livro com um final surpreendente e que nos faz questionar: E se pudéssemos escolher seguir uma vida totalmente diferente? E se pudéssemos viver mais tempo mas não conhecer os nossos maridos, os nossos filhos? Poderíamos ser felizes se soubéssemos o que tínhamos perdido?

 

Contigo para sempre é uma história de fantasia mas que relata acontecimentos de superação que poderiam existir em qualquer família. É uma história que é contada de forma totalmente diferente, com muita ternura, com muito sentimento e com algum humor. É um livro com uma escrita muito fluida, com imensos diálogos que se lê num instantinho.

 

Adorei! E recomendo vivamente a leitura.

Desabafos do quotidiano, por vezes irritados, por vezes enfadonhos, mas sempre desabafos. Mais do que um blog, são pedaços de uma vida.